Eu era bem daquelas mães tontas que adorava um pediatra bom de boca. Mas na maioria das vezes, era só isso que eles eram mesmo, muito bons de boca, nada mais.
Eu sempre achei que médicos escolhiam a profissão por amor, até porque todo mundo sabe o quanto é difícil lidar com pessoas no geral, imagine então as doentes. E mais ainda, imagine cuidar de bebês. Que não falam, só choram. Mas ao passar por cerca de 987.450 de pediatras diferentes, já não tenho mais tanta certeza. Já passei por médicos exagerados na dose de carinho e outros que tinham aflição até mesmo de encostar na criança, como se ela fosse dar choque.
Mas o que mais me frustrei com a pediatra, foi a necessidade de um médico disponível em uma emergência.
Passava meu filho numa clínica que tinha várias especialidades, e a pediatra principal de lá dizia que em caso de qualquer emergência, era só ligar lá que davam um jeito de encaixar uma consulta. Eis que um dia precisei, e tive meu pedido negado. Fiquei bem puta, com vontade de rasgar o verbo e criar o maior caso, aqueles 5 minutos de ódio que a gente tem vontade até de destruir a reputação da empresa, sabe? Mas, meu filho estava doente e eu tinha que focar na coisa certa. Então acabei levando ele no PS mesmo, o que também não serviu de nada, no fim das contas.
Mas é isso, a gravidez e a maternidade basicamente me ensinaram que a maioria dos médicos não servem pra quase nada e, que muita coisa vale mais a pena a gente seguir a intuição mesmo, porque acredite, seu filho vai adoecer um milhão de vezes e você vai levá-lo ao médico (muitas vezes influenciado por alguém que ficou enchendo o seu saco e não porque queria) e, o médico fala meia dúzia de bosta nenhuma e você volta pra casa pensando: "Cacete, desperdicei X horas da minha vida e mais uma grana razoável de estacionamento pra nada"...mas, aí você também vai acabar justificando que foi melhor pecar pelo excesso do que se arrepender depois. Mas sinceramente, não sei não se vale, viu?
Nenhum comentário:
Postar um comentário