quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Bebês são máquinas de fazer dinheiro

Bom dia!

Sim, voltei em menos de 24 horas, primeiramente pra dizer que sobrevivi a mais uma noite e também pra mais textão.

Antes de finalmente ter um filho, eu já sabia que filhos custam caro. Todo mundo faz questão de te lembrar isso o tempo todo. Mas entre saber e viver isso, há uma diferença gigantesca.

Ainda bem que o Gabriel tem avós (maternos e paternos) que sempre procuraram ajudar muito, porque sim, bebê sai caro demais. É muita fralda...as vezes você troca uma e pensa: "Opa, ok, está limpinho por umas 4 horas", mas dali 5 minutos, vem um barrão gigantesco e você é obrigado a fazer uma nova troca. E ao longo do dia, a cada troca de fraldas, eu só vou ouvindo o barulho da caixa registradora na cabeça (Ka-ching), mas sim, faz parte, mas isso não quer dizer que não doa lá no fundo as vezes, rs.

Mas enfim, apesar disso tudo ser caro, sabemos que são necessidades básicas e que não tem como ignorá-las. Não tem como deixar o bebê sujo, sem comida, sem roupas e etc, certo? Poréééém, no mundo dos bebês, o buraco é bem mais embaixo e as pessoas perdem o controle sobre o que realmente precisam e o que é exagero.

Acho que há tantos pais ansiosos e vislumbrados que acham que precisam comprar o mundo pro filho, que o mercado resolveu exagerar e muito. Outro dia, vi a venda um pano pra cobrir bebê conforto, sério, sem brincadeira, era um PANO. Mas, o lojista da um nome gourmet a mercadoria, cobra 109 reais por ela (sem brincadeira) e vão lá os pais, e compram o mais rápido que puderem, porque nossa, é um pano pra cobrir o bebê conforto. Sendo que, gente, lençol já existe há 9483938985 de anos e também exerce essa mesma função e por um valor muito menos exorbitante. Mas, né?

Enfim, como contei no post de ontem, meu filho começou a ir pra creche há quase 2 meses. E, diferente da maioria dos pais, eu não fiquei nem um pouco feliz de receber a lista de materiais escolares. Não porque não queira investir na educação do meu filho e bla bla bla, mas meu filho tem 1 ano, e realmente não vejo necessidade em usar papel canson, tela de pintura (exigiram até o tamanho, mandei errado e devolveram), pasta polionda (o tamanho da pasta é maior que o meu filho). Achei tudo um tremendo de um exagero. Sem contar que, quando você opta pela escola X, te cobram a matricula, a mensalidade, uma taxa pra material (que eu achei que já iria incluir isso tudo) e depois disso tudo já e de você já estar pobre, ainda vem uma lista com uns 15 itens pra comprar. Quase chorei.

Mas enfim, comprei, né? Não ia questionar e começar um desserviço justamente com o local onde meu filho acaba passando a maior parte da semana. Mas sim, sou contra e não gostei. Em casa, improvisamos uma série de brinquedos justamente porque ele não se importa muito com coisas X e Y ainda, então nessa idade, procuramos não investir muito em coisas que nós achamos super legais, porque no fim, ele vai continuar preferindo apenas a tampa de um pote de plástico.

Mas tudo bem, afinal, nessa era "Nutella", há muito mais frescuras em relação a criação de uma criança, e ai de você se discordar, porque isso com certeza vai significar que você não da a minima pro desenvolvimento e qualidade de vida dos seus filhos. Mas a verdade é que eu e muitas outras pessoas, viemos de gerações em que não havia tantas bobagens assim, em que tudo era em meio a improvisação, sem gastar dinheiro. Mas hoje, num mundo capitalista, quanto mais for possível ganhar e tirar do bolso, melhor. As lojas que o digam...












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