domingo, 30 de junho de 2019

Quando a gente é mãe de primeira viagem, a gente pira muito no começo (principalmente quando o filho é prematuro). Nos primeiros meses, eu temia tudo, e mais do que isso, venerava os pediatras. 

Eu era bem daquelas mães tontas que adorava um pediatra bom de boca. Mas na maioria das vezes, era só isso que eles eram mesmo, muito bons de boca, nada mais. 

Eu sempre achei que médicos escolhiam a profissão por amor, até porque todo mundo sabe o quanto é difícil lidar com pessoas no geral, imagine então as doentes. E mais ainda, imagine cuidar de bebês. Que não falam, só choram. Mas ao passar por cerca de 987.450 de pediatras diferentes, já não tenho mais tanta certeza. Já passei por médicos exagerados na dose de carinho e outros que tinham aflição até mesmo de encostar na criança, como se ela fosse dar choque.

Mas o que mais me frustrei com a pediatra, foi a necessidade de um médico disponível em uma emergência. 

Passava meu filho numa clínica que tinha várias especialidades, e a pediatra principal de lá dizia que em caso de qualquer emergência, era só ligar lá que davam um jeito de encaixar uma consulta. Eis que um dia precisei, e tive meu pedido negado. Fiquei bem puta, com vontade de rasgar o verbo e criar o maior caso, aqueles 5 minutos de ódio que a gente tem vontade até de destruir a reputação da empresa, sabe? Mas, meu filho estava doente e eu tinha que focar na coisa certa. Então acabei levando ele no PS mesmo, o que também não serviu de nada, no fim das contas.

Mas é isso, a gravidez e a maternidade basicamente me ensinaram que a maioria dos médicos não servem pra quase nada e, que muita coisa vale mais a pena a gente seguir a intuição mesmo, porque acredite, seu filho vai adoecer um milhão de vezes e você vai levá-lo ao médico (muitas vezes influenciado por alguém que ficou enchendo o seu saco e não porque queria) e, o médico fala meia dúzia de bosta nenhuma e você volta pra casa pensando: "Cacete, desperdicei X horas da minha vida e mais uma grana razoável de estacionamento pra nada"...mas, aí você também vai acabar justificando que foi melhor pecar pelo excesso do que se arrepender depois. Mas sinceramente, não sei não se vale, viu?

sábado, 1 de junho de 2019

Saudações...

Olá mamães e papais (porque não?)

Faz muito tempo que venho pensando em abrir um blog sobre a maternidade, só quem é mãe sabe o quanto a maternidade é solitária, principalmente no início. Então, escrever em um blog pode acabar dando aquela sensação de que vc está falando sozinho mas ao mesmo tempo com várias pessoas, sabe? Então vamos lá, vamos ver até quando isso vai durar.

Sem contar que, ter um meio de extravasar deveria ser obrigatório pra todo mundo. Depois que virei mãe, passo por um milhão de sentimentos diferentes ao longo do mesmo dia, e não poder ou conseguir falar sobre isso de uma maneira clara, é horrível. Quantas vezes, ao longo desse 1 ano e 3 meses. 2 anos, na verdade (vamos incluir a gravidez nesse meio). Eu tentei conversar e expor meu sentimento que foi erroneamente interpretado pelas pessoas com quem eu me abria...então aqui, eu falo "sozinha", então acredito que essa sensação de desagrado não vá existir. Espero.

Mas enfim, vamos começar os textões. Porque sim, eu criei um blog pra escrever textão.

O começo dessa semana foi punk. Simplesmente porque a minha rotina tende a ser uma loucura quando meu filho está em casa (explicação do porquê em um outro post). E, junta isso com o fato de que estou doente há umas 3 semanas e parece que nada anda. Sim, estou doente a tudo isso de tempo e não, ainda não fui ao médico. Sempre vivo com aquela mínima esperança de que a natureza vai me curar. Mas voltando ao assunto. Meu filho ficou em casa na segunda e na terça e eu sozinha (com ajuda dos avós em alguns momentos), foi feriado na minha cidade e a creche emendou os dois dias (não gostei nem um pouco, mas tudo bem, todos merecem descanso). E foi dureza reversar os dias entre aulas, cachorro (meu cachorro não faz xixi/cocô dentro do apartamento, só faz quando o levamos na rua) e meu filho. Pra resumir o resultado dos dois dias insanos, a terça-feira encerrou com direito a freio de mão do carro esquecido abaixado (só descobri na quarta de manhã).

Mas hoje, quarta-feira, a paz voltou a reinar (nem tanto). Meu filho foi pra escola novamente e eu continuo aqui, semi-viva. E só agora, quase na hora de já ir buscá-lo na escola, resolvi escrever esse post.

E tenho que dizer pra vocês, acho que ando tão cansada pelos últimos 15 meses, que sinto uma leve tristeza de ver que já está próxima da hora de ir buscá-lo na creche. Acho que não pelo cansaço apenas, mas também por pensar que ainda vem uma noite inteira de possíveis loucuras e choradeiras por aí (meu filho dorme super mal em 95% das noites). E claro, eu me sinto super mal por me sentir "triste" ao ir buscá-lo, principalmente porque vejo amigas-mães que falam dos filhos com uma saudade absurda, que ficam míseras 3 horas longe dos filhos e dizem "Nossa, estou morrendo de saudade do meu bebê", e aí que não sei se sou algum tipo de ET ou, se é realmente o excesso de cansaço/sono/irritação que acaba desencadeando nesse modo "feelingless" de operar o dia a dia, porque eu não sinto essa saudade tremenda quando ele está longe. Muitas vezes sinto mais falta do meu tempo livre e do silêncio do que dele em si. Será que sou normal? Ou será que os outros que não são? Eis uma reflexão que vou deixar em aberto pros próximos dias.