sábado, 1 de junho de 2019

Saudações...

Olá mamães e papais (porque não?)

Faz muito tempo que venho pensando em abrir um blog sobre a maternidade, só quem é mãe sabe o quanto a maternidade é solitária, principalmente no início. Então, escrever em um blog pode acabar dando aquela sensação de que vc está falando sozinho mas ao mesmo tempo com várias pessoas, sabe? Então vamos lá, vamos ver até quando isso vai durar.

Sem contar que, ter um meio de extravasar deveria ser obrigatório pra todo mundo. Depois que virei mãe, passo por um milhão de sentimentos diferentes ao longo do mesmo dia, e não poder ou conseguir falar sobre isso de uma maneira clara, é horrível. Quantas vezes, ao longo desse 1 ano e 3 meses. 2 anos, na verdade (vamos incluir a gravidez nesse meio). Eu tentei conversar e expor meu sentimento que foi erroneamente interpretado pelas pessoas com quem eu me abria...então aqui, eu falo "sozinha", então acredito que essa sensação de desagrado não vá existir. Espero.

Mas enfim, vamos começar os textões. Porque sim, eu criei um blog pra escrever textão.

O começo dessa semana foi punk. Simplesmente porque a minha rotina tende a ser uma loucura quando meu filho está em casa (explicação do porquê em um outro post). E, junta isso com o fato de que estou doente há umas 3 semanas e parece que nada anda. Sim, estou doente a tudo isso de tempo e não, ainda não fui ao médico. Sempre vivo com aquela mínima esperança de que a natureza vai me curar. Mas voltando ao assunto. Meu filho ficou em casa na segunda e na terça e eu sozinha (com ajuda dos avós em alguns momentos), foi feriado na minha cidade e a creche emendou os dois dias (não gostei nem um pouco, mas tudo bem, todos merecem descanso). E foi dureza reversar os dias entre aulas, cachorro (meu cachorro não faz xixi/cocô dentro do apartamento, só faz quando o levamos na rua) e meu filho. Pra resumir o resultado dos dois dias insanos, a terça-feira encerrou com direito a freio de mão do carro esquecido abaixado (só descobri na quarta de manhã).

Mas hoje, quarta-feira, a paz voltou a reinar (nem tanto). Meu filho foi pra escola novamente e eu continuo aqui, semi-viva. E só agora, quase na hora de já ir buscá-lo na escola, resolvi escrever esse post.

E tenho que dizer pra vocês, acho que ando tão cansada pelos últimos 15 meses, que sinto uma leve tristeza de ver que já está próxima da hora de ir buscá-lo na creche. Acho que não pelo cansaço apenas, mas também por pensar que ainda vem uma noite inteira de possíveis loucuras e choradeiras por aí (meu filho dorme super mal em 95% das noites). E claro, eu me sinto super mal por me sentir "triste" ao ir buscá-lo, principalmente porque vejo amigas-mães que falam dos filhos com uma saudade absurda, que ficam míseras 3 horas longe dos filhos e dizem "Nossa, estou morrendo de saudade do meu bebê", e aí que não sei se sou algum tipo de ET ou, se é realmente o excesso de cansaço/sono/irritação que acaba desencadeando nesse modo "feelingless" de operar o dia a dia, porque eu não sinto essa saudade tremenda quando ele está longe. Muitas vezes sinto mais falta do meu tempo livre e do silêncio do que dele em si. Será que sou normal? Ou será que os outros que não são? Eis uma reflexão que vou deixar em aberto pros próximos dias.

Nenhum comentário:

Postar um comentário