quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Auto controle

Ao longo da minha vida, sempre fui até que bem paciente. Na verdade, acho que eu sempre fui muito boa em esconder o que pensava e em ter auto controle, e para os outros, isso se chama ter paciência.

Mas depois que virei mãe, notei que tudo ficou muito mais a flor da pele...não tenho a mesma tolerância que eu tinha, as vezes até coisas bobas acabam virando avalanches catastróficas.

Desde que meu filho nasceu, ele sempre chorou muito, muito mesmo. Os primeiros 6 meses de vida dele, foram em meio a choros constantes. Lembro que, quando ainda era Recém Nascido, o pouco tempo que ficava acordado, era chorando. E a coisa tinha atingido um nível tão hard que eu queria que ele dormisse o tempo todo, porque parecia ser a única maneira de não vê-lo sofrendo. E esse tipo de pensamento me deixava super pra baixo, porque tinha outras amigas recém mães também que compartilhavam fotos e videos curtindo os seus bebês, e eu nunca conseguia isso, porque meu filho estava sempre incomodado e chorando. E aí misturava a exaustão com aquele choro constante e meu auto controle ia por água abaixo, várias vezes eu desabava e chorava e sofria junto.

O maior problema em ser mãe está nas expectativas que são colocadas em nós. Mães tem que sofrer e não podem reclamar...sem contar que, todo mundo age como se ser mãe fosse instintivo. Mãe sempre sabe como agir e lidar com os perrengues, o filho nasce e a mãe já o ama perdidamente, como uma magia inexplicável do mundo Disney. Mas só quem vive a maternidade mesmo, e principalmente, quem vive a maternidade de uma maneira mais difícil, sabe que na prática, as coisas não são bem assim.
Só eu lembro do primeiro dia com o meu filho em casa após os 26 dias de UTIneo. Na UTI, sempre tinham enfermeiras pra todos os lados, qualquer dúvida ou choro um pouco mais estranho, era só gritar por alguém e tudo estava resolvido. Mas em casa não tinha isso, em casa era pra valer, a porta se fechou e junto veio aquele desespero de "E agora, por onde eu começo?". Mas é, todos esperam que esse momento seja magia pura, que assim como havia aquela conexão entre o filho e a mãe dentro da barriga, ela existirá fora também e eles se comunicarão quase que telepaticamente e, a mãe saberá exatamente o que fazer.
Mas enfim, falei tudo isso pra dizer que os choros faziam, e ainda fazem, com que eu perca o controle, simplesmente porque você entra num "modo desespero" em que não sabe o que faz. Você conversa com o bebê, nada, faz massagem, nada, liga o desenho, nada, acende a luz, nada, apaga a luz, nada, e aí o que resta? Perder o controle e chorar junto. Essa definitivamente será uma fase da qual não sentirei falta. Não vejo a hora do meu filho poder se expressar claramente pra poder dizer o que sente, onde dói, se é que doi algo. Porque ter que adivinhar o que está acontecendo, e nunca ter certeza de nada, definitivamente é horrível. Principalmente quando são 3 horas da manhã, você está exausto porque já não dorme mais do que 2 horas seguidas há mais de 1 ano e está ali sentada com o seu filho berrando na sua orelha sem saber o que fazer. Mas não, mães não podem surtar. Mães são seres mágicos, quase robóticas e precisam sempre tolerar qualquer momento de estresse como uma diva.

Mas enfim, a maternidade é isso, é culpa, é frustração, é vontade de se jogar da janela, de fugir e, acordar no dia seguinte sentindo-se fraca por ter tido esses pensamentos, e então, olhar pra carinha do seu filho sentado sorrindo e ver tudo aquilo de ruim ir embora como se o vento soprasse pra longe...pra dali umas horas, tudo começar novamente.


quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Bebês são máquinas de fazer dinheiro

Bom dia!

Sim, voltei em menos de 24 horas, primeiramente pra dizer que sobrevivi a mais uma noite e também pra mais textão.

Antes de finalmente ter um filho, eu já sabia que filhos custam caro. Todo mundo faz questão de te lembrar isso o tempo todo. Mas entre saber e viver isso, há uma diferença gigantesca.

Ainda bem que o Gabriel tem avós (maternos e paternos) que sempre procuraram ajudar muito, porque sim, bebê sai caro demais. É muita fralda...as vezes você troca uma e pensa: "Opa, ok, está limpinho por umas 4 horas", mas dali 5 minutos, vem um barrão gigantesco e você é obrigado a fazer uma nova troca. E ao longo do dia, a cada troca de fraldas, eu só vou ouvindo o barulho da caixa registradora na cabeça (Ka-ching), mas sim, faz parte, mas isso não quer dizer que não doa lá no fundo as vezes, rs.

Mas enfim, apesar disso tudo ser caro, sabemos que são necessidades básicas e que não tem como ignorá-las. Não tem como deixar o bebê sujo, sem comida, sem roupas e etc, certo? Poréééém, no mundo dos bebês, o buraco é bem mais embaixo e as pessoas perdem o controle sobre o que realmente precisam e o que é exagero.

Acho que há tantos pais ansiosos e vislumbrados que acham que precisam comprar o mundo pro filho, que o mercado resolveu exagerar e muito. Outro dia, vi a venda um pano pra cobrir bebê conforto, sério, sem brincadeira, era um PANO. Mas, o lojista da um nome gourmet a mercadoria, cobra 109 reais por ela (sem brincadeira) e vão lá os pais, e compram o mais rápido que puderem, porque nossa, é um pano pra cobrir o bebê conforto. Sendo que, gente, lençol já existe há 9483938985 de anos e também exerce essa mesma função e por um valor muito menos exorbitante. Mas, né?

Enfim, como contei no post de ontem, meu filho começou a ir pra creche há quase 2 meses. E, diferente da maioria dos pais, eu não fiquei nem um pouco feliz de receber a lista de materiais escolares. Não porque não queira investir na educação do meu filho e bla bla bla, mas meu filho tem 1 ano, e realmente não vejo necessidade em usar papel canson, tela de pintura (exigiram até o tamanho, mandei errado e devolveram), pasta polionda (o tamanho da pasta é maior que o meu filho). Achei tudo um tremendo de um exagero. Sem contar que, quando você opta pela escola X, te cobram a matricula, a mensalidade, uma taxa pra material (que eu achei que já iria incluir isso tudo) e depois disso tudo já e de você já estar pobre, ainda vem uma lista com uns 15 itens pra comprar. Quase chorei.

Mas enfim, comprei, né? Não ia questionar e começar um desserviço justamente com o local onde meu filho acaba passando a maior parte da semana. Mas sim, sou contra e não gostei. Em casa, improvisamos uma série de brinquedos justamente porque ele não se importa muito com coisas X e Y ainda, então nessa idade, procuramos não investir muito em coisas que nós achamos super legais, porque no fim, ele vai continuar preferindo apenas a tampa de um pote de plástico.

Mas tudo bem, afinal, nessa era "Nutella", há muito mais frescuras em relação a criação de uma criança, e ai de você se discordar, porque isso com certeza vai significar que você não da a minima pro desenvolvimento e qualidade de vida dos seus filhos. Mas a verdade é que eu e muitas outras pessoas, viemos de gerações em que não havia tantas bobagens assim, em que tudo era em meio a improvisação, sem gastar dinheiro. Mas hoje, num mundo capitalista, quanto mais for possível ganhar e tirar do bolso, melhor. As lojas que o digam...