Ao longo da minha vida, sempre fui até que bem paciente. Na verdade, acho que eu sempre fui muito boa em esconder o que pensava e em ter auto controle, e para os outros, isso se chama ter paciência.
Mas depois que virei mãe, notei que tudo ficou muito mais a flor da pele...não tenho a mesma tolerância que eu tinha, as vezes até coisas bobas acabam virando avalanches catastróficas.
Desde que meu filho nasceu, ele sempre chorou muito, muito mesmo. Os primeiros 6 meses de vida dele, foram em meio a choros constantes. Lembro que, quando ainda era Recém Nascido, o pouco tempo que ficava acordado, era chorando. E a coisa tinha atingido um nível tão hard que eu queria que ele dormisse o tempo todo, porque parecia ser a única maneira de não vê-lo sofrendo. E esse tipo de pensamento me deixava super pra baixo, porque tinha outras amigas recém mães também que compartilhavam fotos e videos curtindo os seus bebês, e eu nunca conseguia isso, porque meu filho estava sempre incomodado e chorando. E aí misturava a exaustão com aquele choro constante e meu auto controle ia por água abaixo, várias vezes eu desabava e chorava e sofria junto.
O maior problema em ser mãe está nas expectativas que são colocadas em nós. Mães tem que sofrer e não podem reclamar...sem contar que, todo mundo age como se ser mãe fosse instintivo. Mãe sempre sabe como agir e lidar com os perrengues, o filho nasce e a mãe já o ama perdidamente, como uma magia inexplicável do mundo Disney. Mas só quem vive a maternidade mesmo, e principalmente, quem vive a maternidade de uma maneira mais difícil, sabe que na prática, as coisas não são bem assim.
Só eu lembro do primeiro dia com o meu filho em casa após os 26 dias de UTIneo. Na UTI, sempre tinham enfermeiras pra todos os lados, qualquer dúvida ou choro um pouco mais estranho, era só gritar por alguém e tudo estava resolvido. Mas em casa não tinha isso, em casa era pra valer, a porta se fechou e junto veio aquele desespero de "E agora, por onde eu começo?". Mas é, todos esperam que esse momento seja magia pura, que assim como havia aquela conexão entre o filho e a mãe dentro da barriga, ela existirá fora também e eles se comunicarão quase que telepaticamente e, a mãe saberá exatamente o que fazer.
Mas enfim, falei tudo isso pra dizer que os choros faziam, e ainda fazem, com que eu perca o controle, simplesmente porque você entra num "modo desespero" em que não sabe o que faz. Você conversa com o bebê, nada, faz massagem, nada, liga o desenho, nada, acende a luz, nada, apaga a luz, nada, e aí o que resta? Perder o controle e chorar junto. Essa definitivamente será uma fase da qual não sentirei falta. Não vejo a hora do meu filho poder se expressar claramente pra poder dizer o que sente, onde dói, se é que doi algo. Porque ter que adivinhar o que está acontecendo, e nunca ter certeza de nada, definitivamente é horrível. Principalmente quando são 3 horas da manhã, você está exausto porque já não dorme mais do que 2 horas seguidas há mais de 1 ano e está ali sentada com o seu filho berrando na sua orelha sem saber o que fazer. Mas não, mães não podem surtar. Mães são seres mágicos, quase robóticas e precisam sempre tolerar qualquer momento de estresse como uma diva.
Mas enfim, a maternidade é isso, é culpa, é frustração, é vontade de se jogar da janela, de fugir e, acordar no dia seguinte sentindo-se fraca por ter tido esses pensamentos, e então, olhar pra carinha do seu filho sentado sorrindo e ver tudo aquilo de ruim ir embora como se o vento soprasse pra longe...pra dali umas horas, tudo começar novamente.
O maior problema em ser mãe está nas expectativas que são colocadas em nós. Mães tem que sofrer e não podem reclamar...sem contar que, todo mundo age como se ser mãe fosse instintivo. Mãe sempre sabe como agir e lidar com os perrengues, o filho nasce e a mãe já o ama perdidamente, como uma magia inexplicável do mundo Disney. Mas só quem vive a maternidade mesmo, e principalmente, quem vive a maternidade de uma maneira mais difícil, sabe que na prática, as coisas não são bem assim.
Só eu lembro do primeiro dia com o meu filho em casa após os 26 dias de UTIneo. Na UTI, sempre tinham enfermeiras pra todos os lados, qualquer dúvida ou choro um pouco mais estranho, era só gritar por alguém e tudo estava resolvido. Mas em casa não tinha isso, em casa era pra valer, a porta se fechou e junto veio aquele desespero de "E agora, por onde eu começo?". Mas é, todos esperam que esse momento seja magia pura, que assim como havia aquela conexão entre o filho e a mãe dentro da barriga, ela existirá fora também e eles se comunicarão quase que telepaticamente e, a mãe saberá exatamente o que fazer.
Mas enfim, falei tudo isso pra dizer que os choros faziam, e ainda fazem, com que eu perca o controle, simplesmente porque você entra num "modo desespero" em que não sabe o que faz. Você conversa com o bebê, nada, faz massagem, nada, liga o desenho, nada, acende a luz, nada, apaga a luz, nada, e aí o que resta? Perder o controle e chorar junto. Essa definitivamente será uma fase da qual não sentirei falta. Não vejo a hora do meu filho poder se expressar claramente pra poder dizer o que sente, onde dói, se é que doi algo. Porque ter que adivinhar o que está acontecendo, e nunca ter certeza de nada, definitivamente é horrível. Principalmente quando são 3 horas da manhã, você está exausto porque já não dorme mais do que 2 horas seguidas há mais de 1 ano e está ali sentada com o seu filho berrando na sua orelha sem saber o que fazer. Mas não, mães não podem surtar. Mães são seres mágicos, quase robóticas e precisam sempre tolerar qualquer momento de estresse como uma diva.
Mas enfim, a maternidade é isso, é culpa, é frustração, é vontade de se jogar da janela, de fugir e, acordar no dia seguinte sentindo-se fraca por ter tido esses pensamentos, e então, olhar pra carinha do seu filho sentado sorrindo e ver tudo aquilo de ruim ir embora como se o vento soprasse pra longe...pra dali umas horas, tudo começar novamente.