Há 1 ano e 4 meses eu vivo um teste de sanidade a cada madrugada que se aproxima. Desde que meu filho nasceu, não teve um único dia sequer em que puder deitar tranquila, porque aqui as madrugadas sempre foram intensas, com direito a gritos de choro, vômitos, inquietação, etc etc etc. Só eu sei o quanto estive a beira da loucura um milhão de vezes.
E o mais triste nisso tudo, é você tentar um monte de soluções, e nada parecer funcionar. Tudo o que você quer é uma única noite silenciosa e tranquila, mas a cada dia que passa, isso parece se tornar cada vez mais distante do seu alcance.
E aí, ao invés de esperança com o passar dos dias, tudo o que se instala é um pânico. Um pânico do entardecer e da madrugada iminente, em que nunca se sabe se vai acordar 2 ou 30 vezes, e em quantas dessas vezes haverá gritos, engasgos por conta do choro, gases, vômitos... Porque aqui é assim, se não é uma coisa, é sempre outra. Nunca há paz, nunca há trégua.
E o pior é que no meio de mais de 365 noites sem dormir mais do que 2 horas seguidas, existe a cobrança. A cobrança da vida, do trabalho, do relacionamento. Mas a pergunta que fica é, como? Como se manter são diante de algo assim?
Vi um vídeo de uma moça que teve uma noite como a minha uma única vez na semana, e disse que tem uma empatia imensa por quem vive isso constantemente, porque a verdade é que diante de uma situação dessas, não há como ter vida, e cores, alegria. Só há o existir. Apenas existir. Triste realidade, né?
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